sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Baía de Sepetiba, no Rio, pode perder seus botos-cinza em 10 anos - notícias em Rio de Janeiro



Boto Cinza – Baía de Sepetiba

Refere-se à matéria divulgada na TV Globo no dia 17 de fevereiro de 2016, a respeito da espécie Boto Cinza na Baía de Sepetiba.
Excelente reportagem, mas, em alguns aspectos não condiz com a verdade.
Não são os pescadores artesanais que matam o Boto em suas redes, aliás, nem de forma acidental como dito na reportagem. A bem da verdade, Botos e Pescadores artesanais pescam juntos a mais de mil anos.
Em 2010 deram início a maior violência contra os nossos Botos, quando instalaram em nossa Baia, próximo a Muriqui e Praia Grande, um fundeio de navios para atender os interesses de Docas do Rio de Janeiro (Autoridade Portuária) exatamente sobre a área de maior concentração de Botos em nossa Baía. Denunciamos por diversas vezes essa prática criminosa, mas não encontramos nenhum apoio das autoridades competentes. À noite em torno de 6, 7 navios permanecem ancorados, com iluminação intensa servindo para afastar todos os tipos de espécie marinha que ali existem.
INCRÍVEL – Serve também para atender os interesses da prostituição, inclusive de menores que frequentam essas orgias a bordo. Mais ainda ao tráfico de armas que são desembarcadas em nossas praias.
De acordo com a Instituição Boto Cinza, em 2012 foram encontradas 28 carcaças de Botos em nossa Baía. Sendo que em 2013, 35 carcaças.
Em 2014, as Secretarias de Meio Ambiente dos Municípios de Itaguaí e Mangaratiba, entraram com pedido de embargo junto ao Ministério Público Estadual quanto à derrocagem próxima ao Porto de Itaguaí, realizada pela empresa Porto Sudeste, mas que na verdade, tratava-se de um pedido dos práticos de navios em relação à realização de manobras para atracação nos Portos já instalados. – Quem manda e não obedece nesta Baía se chama Docas do Rio de Janeiro.
A derrocagem era só uma tragédia anunciada. Nossa preocupação era exatamente essa, tendo em vista, tratar-se de uma grande laje onde os peixes se abrigavam. Durante a operação, pescadores e ambientalistas não podiam se aproximar do local para não assistir esse “genocídio” aprovado pelos órgãos de licenciamento. – INCRÍVEL foi assistir a vinda do Secretário Estadual de Meio Ambiente, que se fez de cego na frente dos pescadores e dos servidores das duas Secretarias Municipais. Pior ainda, assistir sua visita a Prefeitura de Itaguaí para reunião com o Prefeito e a empresa autora da obra.
Mas vamos ao mais importante, que são os Botos.
Exatamente neste ano, 2014, quando se deu a derrocagem, o número de carcaças de Botos dobraram de 35 em 2013 para 64 em 2014. Crime Ambiental realizado para atender os interesses de Docas do Rio de Janeiro.
É importante que todos saibam que os órgãos ambientais em nosso País licenciam os interesses do capital em detrimento do Meio Ambiente e da Pesca Artesanal. Em nenhum momento quem licencia está atento às consequências das licenças que resultam em prejuízo ao Meio Ambiente em nosso Estado.
Nos Estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo, é terminantemente proibida a captura de isca viva (Sardinha) para atender os interesses da pesca de Atum. Somente no Estado do Rio de Janeiro, tal prática criminosa é permitida. Trata-se de uma covardia que tira de nossa Baía o estoque de alimento de nossos peixes, em especial o Boto que se alimenta de sardinha. É importante que todos saibam que pescador artesanal não pesca sardinha. No caso da Baia de Sepetiba a maioria vive da pesca de Corvina e Camarão.

Estamos atentos e solicitamos o apoio de todos aqueles que se preocupam com todo o Meio Ambiente, e não apenas com os seus interesses diretos, a lutarem contra o assoreamento de nossos rios e manguezais que entendemos como maternidade e berçário do nosso mar. Obs.: Os assoreamentos se iniciaram a partir do início das operações de dragagem para atender os interesses de Docas do Rio de Janeiro.
“O mar que você destrói, é o mesmo que lhe dá vida.”

Romário emprega parentes, namorada e amigos em secretaria municipal do Rio


Romário empregou parentes, amigos e namorada
Romário empregou parentes, amigos e namorada Foto: Ailton de Freitas
Bruno Alfano
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Romário (PSB) montou seu time na Secretaria municipal de Esporte e Lazer (Smel). Lá, o senador empregou a irmã, Zoraidi Faria, o sobrinho, Leonardo Faria, a namorada, Daiane Cattani, e pelo menos cinco amigos: Marcelo Correia Coutinho, Hércules de Souza Simões, Roberto Vilela de Abreu Pereira, João Daniel Bove Gomes de Souza e Ayrton Gomes Jardim Júnior. Romário ainda é o responsável pela indicação de Marcos Braz, em janeiro de 2015, como secretário da pasta — após um acordo feito com o PMDB para não se candidatar à prefeitura.
Daiane, namorada do ex-jogador, foi nomeada em março de 2015 e exonerada em janeiro de 2016. A Smel informou que ela não trabalha lá desde essa data. No entanto, o EXTRA tentou contato telefônico com a pasta na tarde desta quarta-feira , e foi informado que Daiane já teria ido embora e voltaria no dia seguinte, às 9h. A moça também postou duas fotos, esta semana, numa mesa de trabalho de dentro da Prefeitura do Rio — no entanto, é impossível identificar em qual secretaria ela estava. Não há no Diário Oficial uma segunda nomeação de Daiane. A Casa Civil da prefeitura não soube informar onde ela trabalha.
Daiane é namorada de Romário
Daiane é namorada de Romário Foto: Arquivo pessoal
Já Zoraidi, irmã do senador, é contratada pela Organização Social Espaço, Cidadania e Oportunidades Sociais (Ecos). Segundo o Diário Oficial, a OS é responsável pela administração da Vila Olímpica Oscar Schmidt, em Santa Cruz.
O EXTRA conseguiu contato com Zoraidi na sede da Smel no Recreio. Ela, no entanto, desligou o telefone sem responder a nenhuma pergunta. Romário também foi procurado para comentar o caso, mas não respondeu aos questionamentos de EXTRA.
E Daiane não atendeu às ligações nem respondeu às mensagens enviadas pela reportagem através das redes sociais. Já a pasta afirmou que o secretário Marcos Braz “se relaciona de alguma forma com eles há mais de dez anos”, mas não negou que haja influência de Romário nas nomeações.
Zoraidi, irmã de Romário, trabalha no programa Rio em Forma Olímpico
Zoraidi, irmã de Romário, trabalha no programa Rio em Forma Olímpico Foto: Arquivo pessoal
Pasta alega resultados
A Smel afirmou que a performance alcançada na gestão de Marcos Braz “foi muito superior aos resultados que ela alcançava em anos anteriores”. De acordo com a nota, o órgão superou a meta de 30% de aumento no número de alunos da rede municipal de ensino matriculados nos projetos das Vilas Olímpicas e do Rio em Forma Olímpico:
“A média mensal de matriculados neste ano foi de 33.488 alunos, com pico de 45.898 pessoas matriculadas no mês de outubro. Este contingente de matriculados gerou um número médio de 509.218 atendimentos mensais. Ou seja, um aumento de 5,95% em relação à 2014”.


Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/brasil/romario-emprega-parentes-namorada-amigos-em-secretaria-municipal-do-rio-18705609.html#ixzz40d3mHut2

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

CRISE DA ODEBRECHT TRAVA PROJETO DE SUBMARINOS


Ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo, Haroldo Lima afirma que o projeto de construção de submarinos nucleares pelo Brasil corre o risco de abandono, em razão da crise decorrente da Operação Lava Jato, que prendeu Marcelo Odebrecht; "Todo esse projeto está dramaticamente ameaçado de ser paralisado, pelo que se sabe, por ser coordenado pela Odebrecht", diz ele; "Em decorrência, hoje, o clima em Itaguaí é de desânimo. Os homens em trabalho, que poderiam chegar a 9.000, estão reduzidos a 1.100, que se entreolham espantados, ante a hipótese de ali ficarem somente 80, protegendo aquele portento inconcluso contra furtos e roubos..."

247 – O projeto de construção de submarinos nucleares pelo Brasil corre o risco de ser completamente abandonado, em razão da crise enfrentada pela Odebrecht, cujo presidente, Marcelo Odebrecht, foi preso na Operação Lava Jato.
O alerta parte de Haroldo Lima, que foi diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo. Confira sua análise:
Combater a corrupção sem paralisar o país
Visito a base naval e os estaleiros em construção em Itaguaí, no Rio de Janeiro, e certifico-me de que corremos o risco de enveredarmos por um caminho gravemente equivocado de combate à corrupção.

Por Haroldo Lima*
A partir de 2008, a Marinha do Brasil contratou o Consórcio Baía de Sepetiba, formado pela Diretoria de Construções Navais e Serviços- DCNS, uma estatal francesa de larga atividade mundo afora, e a brasileira Odebrecht Defesa e Tecnologia, especializada em engenharia de grande porte. O consórcio construiria a base onde seriam projetados e construídos submersíveis. O escopo inicial do projeto foi estabelecido: quatro submarinos convencionais e um de propulsão nuclear, este baseado apenas na tecnologia nacional, pois, nessa esfera, ninguém cede tecnologia. 

A administração dos trabalhos de construção ficou a cargo da Odebrecht Defesa e Tecnologia, que chegou a mobilizar uma força de trabalho de 6.500 homens e mulheres, mantendo uma movimentação média de 4.000 pessoas e um pico de trabalho previsto para 9.000 empregos diretos e 32.000 indiretos. Cerca de 300 empresas brasileiras forneceram materiais diversos para o complexo em construção. 

E assim, hoje, às margens da baía de Sepetiba, já estão de pé grandiosas e modernas edificações, como a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas, e o edifício principal do estaleiro de construção dos submarinos, um gigante capaz de abrigar, a um só tempo, dois submarinos em construção. 

Dispensável lembrar como isto reforçará, em nível superior, a capacidade brasileira de defesa dos seus mares, onde estão, entre outras riquezas, nosso pré-sal e uma imensa biodiversidade. 

Pois todo esse projeto está dramaticamente ameaçado de ser paralisado, pelo que se sabe, por ser coordenado pela Odebrecht. Esta, que coordena a execução do projeto por escolha da estatal francesa DCNS, não está conseguindo receber faturas de obras já concluídas, da ordem de R$ 300 milhões, o que inviabiliza a continuidade da obra. Em decorrência, hoje, o clima em Itaguaí é de desânimo. Os homens em trabalho, que poderiam chegar a 9.000, estão reduzidos a 1.100, que se entreolham espantados, ante a hipótese de ali ficarem somente 80, protegendo aquele portento inconcluso contra furtos e roubos... 

O país sofre com a grave crise do capital internacional, iniciada em 2008 e até agora não debelada. Ao mesmo tempo combate um desmedido esquema de corrupção que agia dentro e fora da Petrobras. A produção cai, o desemprego cresce, a estagnação perdura e há o espectro da instabilidade política.

É evidente que para sair desse imbróglio há que se perseguir, com toda determinação, a retomada do crescimento, forma eficaz para espancar a crise política. Por isso é que há qualquer coisa de gravemente errado, quando se combate a corrupção paralisando o país. 

No enfrentamento do esquema corrupto que a Operação Lava Jato desmascarou, desencadeou-se um processo que teve sua eficácia, que prendeu corruptos e recapturou dinheiro público; mas que despertou dúvidas quanto a sua lisura, pelos “vazamentos” unilaterais de depoimentos sigilosos; pelo ativismo judicial invulgar, que pode sugerir magistrado tomando partido na causa; pelo tempo excessivamente longo de prisões preventivas, parecendo uso ilegal do cerceamento da liberdade para forçar confissões e acordos de delação e, enfim, pelo duvidoso acato ao princípio da presunção da inocência. Mas há outras questões graves.

A Lava Jato mostrou não apenas empresas brasileiras envolvidas em corrupção, mas também estrangeiras. Grandes estaleiros de Cingapura, a Jurong e Keppler Fels, a prestadora italiana de serviços, Saipem, e as gigantes Mitsui, japonesa, e Samsung, coreana, estão entre os envolvidos na Lava Jato. 

Ocorre que delações que levaram empresários brasileiros à prisão também foram feitas contra estrangeiros, mas, nenhum dirigente de empresa estrangeira sediada no Brasil foi preso, nenhuma de suas casas foi invadida. E enquanto as empreiteiras brasileiras, acusadas de suborno, já não podem firmar contrato com a Petrobras e o Poder público, as estrangeiras, com acusações semelhantes, continuam negociando com a estatal. A japonesa Mitsui, acusada de gestão corrupta que envolve o presidente da Câmara, nada sofreu e está se tornando sócia da Petrobras, na Gaspetro. 

Finalmente, entre as 23 empresas brasileiras que apareceram no curso das averiguações, estão as maiores de engenharia e construção pesada do país, como a Odebrecht, que está à frente das obras de Itaguaí. A Petrobras e o Poder público suspenderam relações com todas. Se forem consideradas “inidôneas”, não serão mais contratadas por órgão público, o que contribuirá decisivamente para mergulhar o país na estagnação. 

A corrupção deve ser apurada sem dúvida, os culpados exemplarmente punidos e os recursos desviados, devolvidos. Mas as empresas onde os corruptos agiam, não podem ser condenadas ao desaparecimento. Se isto ocorre, a retomada do desenvolvimento pode ficar inviabilizada a curto prazo, o que é contra o país. As saídas jurídicas, tipo acordo de leniência, impõem-se. 

Ademais, se aniquilarmos a engenharia brasileira de grandes obras, estaremos graciosamente entregando toda essa faixa do mercado nacional a empresas estrangeiras. E ante o mundo incrédulo com tamanho absurdo, passaríamos a ridícula idéia de que, a nosso juízo, os grandes empresários brasileiros são corruptos e os estrangeiros honestos!!

Punir os culpados é necessário. Mas é necessário também salvaguardar a Petrobras, as grandes empresas nacionais de engenharia e retomar o crescimento do país. 



*Haroldo Lima  é engenheiro, foi deputado federal pela Bahia e diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Bicombustíveis, e é da Direção Nacional do PC do B

https://www.brasil247.com/pt/247/economia/216915/Crise-da-Odebrecht-trava-projeto-de-submarinos.htm

Em Itaguaí,RJ, não sei porque motivo o ponto de apoio do ,SAMU,Fica em um deposito de sucatas,do município, e de conhecimento que esta base de apoio atende vários municípios circunvizinhos.

Como e importante quem esta em um momento difícil receber orientação de quem tem conhecimento ,citamos como exemplo o ,SAMU,( Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) um programa do governo federal,onde as prefeituras fornece apenas o local para  as ambulâncias ficam estacionadas,e um espaço físico,onde a equipe de médicos,enfermeiros,socorrista,possa ter o minimo de conforto.  


 Texto,Itaguaí Eventos
O ano apenas está começando
Com a chegada do ano novo, esperamos que tudo se renove, esperamos um ano de renovações em todos os aspectos, inclusive de nossos representantes, a final eles estão ali para nos representar... Tivemos uma festa de réveillon fracassada, marcada pelo sangue, com feridos e morte, atraso na queima de fogos etc... Contra tudo e todos, tivemos uma festa de carnaval!
Mesmo diante de muitas bagunças, falta de segurança pública, coleta seletiva do lixo e saúde que recentemente recebemos uma denúncia na qual estamos apurando de um rapaz de aproximadamente 30 ou 35 anos que veio a óbito no carnaval no HMSX, segundo a denúncia o óbito ocorreu por demora no atendimento(ESTAMOS APURANDO O CASO). E agora essa triste realidade... O poder Executivo Municipal (PREFEITO WESLEY PEREIRA), esta sucateando a SAMU, o quintal da base da SAMU de Itaguaí passou a receber sucatas de diversos órgãos do Município e chega ridicularizar aquele ambiente de trabalho. Será que é essa a Cidade que nós queremos?
É assim que o Prefeito Wesley Pereira encherga o funcionalismo público ?
Como se não bastasse o lixão no qual esse prefeito tornou nossa cidade, agora quer sucatear as ferramentas públicas de nosso município.
Não podemos ficar de braços cruzados sempre, temos que reagir a toda essa falta de gestão, compromisso com o povo por parte do poder executivo e legislativo municipal... Acordem!
Tudo isso faz parte de uma jogada política para reeleição, já vai aparecer o salvador do município dizendo que resolveu o problema na troca de seu voto. Um problema que eles mesmos criaram para resolverem e se manter no poder... Triste realidade.




Como funciona a regulação do SAMU?

Central de Regulação do Estado
Central de Regulação do Estado - Foto: Divulgação/SES
Ao discar 192, sua ligação será atendida pela Central de Regulação Médica de Urgência. Em um primeiro momento, a telefonista vai fazer algumas perguntas: motivo da ligação, endereço, município, ponto de referência e, em caso de acidentes, o número de vítimas. Alguns telefonistas do SAMU já utilizam protocolos de triagem para encaminhamento mais rápido do chamado ao médico regulador. Neste caso, outras duas perguntas serão realizadas: A vítima está acordada? A vítima está respirando? Posteriormente, a ligação é transferida para um médico regulador, que faz o provável diagnóstico, orienta sobre as primeiras ações e avalia a necessidade de envio de uma ambulância. Esta avaliação é feita a partir das informações que você fornecer por telefone, por isso é necessário estar junto ao local em que se encontra o paciente. Esta norma, preconizada pelo Ministério da Saúde, tem por objetivo garantir o encaminhamento mais adequado e permite que o médico regulador vá prestando as primeiras recomendações sobre o socorro, ainda pelo telefone, enquanto a pessoa aguarda a chegada da ambulância.

A indicação de atendimento dada pelo médico regulador é adaptada a cada necessidade, e pode ser:

  • Orientação por telefone: quando o caso pode ser resolvido por telefone por não se tratar de uma urgência ou emergência. O médico regulador orienta sobre o que pode ser feito e quais serviços devem ser procurados.

  • Ativação de unidades móveis: de acordo com o tipo de atendimento, traumático ou clínico, e a gravidade estimada do caso, podem ser acionadas unidades de suporte básico (USB) ou unidade de suporte avançado (USA). Após o acionamento das unidades, a central de regulação médica de urgência acompanhará o atendimento até seu término, apoiando as equipes quando necessário e preparando a recepção hospitalar adequada ao atendimento da urgência.

Com o objetivo de garantir o atendimento precoce, sobretudo nas situações potencialmente mais graves, garantindo um tempo resposta mais efetivo às vítimas, foi estabelecido o seguinte protocolo de atendimento na Central de Regulação Estadual do SAMU:
Chamado de liberação rápida para agentes da Segurança Pública - Quando a solicitação que chega ao telefonista (TARM), através do fone 192, partir da Brigada Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Policia Rodoviária Federal ou Estadual, nos casos de trauma com vítima ferida, pcr ou vítima inconsciente e desde que o solicitante esteja de plantão e na cena, ou representados por colegas de plantão na cena, a ambulância será imediatamente liberada. Do contrário (se o solicitante não estiver de plantão ou se não houver ninguém no local), ou ainda, se não houver ambulância disponível no momento, o telefonista deverá abrir uma ficha de socorro e encaminhar para avaliação do médico regulador.

Ao chamar o SAMU lembre-se: 
Tente responder a todas as perguntas solicitadas, mantenha a calma e não desligue o telefone até a liberação da ambulância pelo médico regulador. As informações colhidas são de extrema importância para definir o tipo de ambulância que será enviada e as orientações que serão fornecidas até a chegada da equipe do SAMU no local. Em hipótese alguma passe trotes, pois TODAS as ligações são gravadas e vidas podem ser perdidas ao ocupar o telefone 192. Cumpra seu dever de cidadão e utilize o SAMU com responsabilidade. Ligue para o SAMU somente se estiver diante de uma situação de emergência.


Serviços do SAMU-192

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192) é um programa que tem como finalidade prestar o socorro à população em casos de emergência. Com o Samu/192, o governo federal está reduzindo o número de óbitos, o tempo de internação em hospitais e as seqüelas decorrentes da falta de socorro precoce. O serviço funciona 24 horas por dia com equipes de profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e socorristas que atendem às urgências de natureza traumática, clínica, pediátrica, cirúrgica, gineco-obstétrica e de saúde mental da população.

O SAMU realiza o atendimento de urgência e emergência em qualquer lugar: residências, locais de trabalho e vias públicas. O socorro é feito após chamada gratuita, feita para o telefone 192. A ligação é atendida por técnicos na Central de Regulação que identificam a emergência e, imediatamente, transferem o telefonema para o médico regulador. Esse profissional faz o diagnóstico da situação e inicia o atendimento no mesmo instante, orientando o paciente, ou a pessoa que fez a chamada, sobre as primeiras ações.

Ao mesmo tempo, o médico regulador avalia qual o melhor procedimento para o paciente: orienta a pessoa a procurar um posto de saúde; designa uma ambulância de suporte básico de vida, com auxiliar de enfermagem e socorrista para o atendimento no local; ou, de acordo com a gravidade do caso, envia uma UTI móvel, com médico e enfermeiro. Com poder de autoridade sanitária, o médico regulador comunica a urgência ou emergência aos hospitais públicos e, dessa maneira, reserva leitos para que o atendimento de urgência tenha continuidade.

A partir dessa atuação, o SAMU tem um forte potencial para corrigir uma das maiores queixas dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), que é a lentidão no momento do atendimento. Historicamente, o nível de resposta à urgência e emergência tem sido insuficiente, provocando a superlotação das portas dos hospitais e pronto-socorros, mesmo quando a doença ou quadro clínico não é característica de um atendimento de emergência. Essa realidade contribui para que hospitais e pronto-socorros não consigam oferecer um atendimento de qualidade e mais humanizado.

O SAMU 192 é o principal componente da Política Nacional de Atenção às Urgências, criada em 2003, que tem como finalidade proteger a vida das pessoas e garantir a qualidade no atendimento no SUS. A política tem como foco cinco grandes ações:

* organizar o atendimento de urgência nos pronto-atendimentos, unidades básicas de saúde e nas equipes do Programa Saúde da Família;
* estruturar o atendimento pré-hospitalar móvel (SAMU 192);
* reorganizar as grandes urgências e os pronto-socorros em hospitais;
* criar a retaguarda hospitalar para os atendidos nas urgências; e
* estruturar o atendimento pós-hospitalar.

A Rede Nacional SAMU 192 possui hoje 147 serviços de atendimento móvel às urgências, atendendo, com isso, 1.273 Municípios brasileiros, num total de 112 milhões de pessoas.



Fonte: Portal da Saúde - www.saude.gov.br

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

A presidenta Dilma estará no Rio de Janeiro, e os ministros atuarão em todos os Estados.

Dilma, ministros e 220 mil militares farão mobilização contra o Aedes aegypti

O objetivo é visitar três milhões de residências; a presidenta Dilma estará no Rio de Janeiro, e os ministros atuarão em todos os Estados



O Brasil vai realizar um grande mutirão de combate ao Aedes aegypti no próximo sábado, em ação que contará com a participação de mais de 200 mil militares e a presença de ministros em capitais e cidades consideradas endêmicas, conforme indicação do Ministério da Saúde. A presidenta Dilma Rousseff estará no Rio de Janeiro.
O detalhamento do conjunto de atividades contra o mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika  que está relacionado à microcefalia em bebês  foi apresentado na tarde desta quinta-feira (11) pelo ministro da Defesa, Aldo Rebelo. A meta da mobilização nacional é visitar três milhões de residências em cerca de 350 cidades.
Aldo Rebelo explicou que integrantes do Exército, Marinha e Aeronáutica iniciarão, no próximo sábado (13), a segunda fase do cronograma de combate ao Aedes aegypti. Serão deslocados 220 mil homens e mulheres das três Forças para uma mobilização nacional, o que permitirá levar o mutirão de combate ao mosquito a 350 cidades. Simultaneamente, ministros estarão presentes nos 26 Estados e no Distrito Federal (confira abaixo).Entre os membros do primeiro escalão federal, apenas três não vão monitorar as ações por estarem em férias ou em viagem ao exterior.
“A mobilização é importante porque, apesar da intensificação do noticiário, das informações [sobre o risco da presença do mosquito] e das consequências do aparecimento no Brasil do vírus zika, as pessoas acham que é uma coisa distante, que [o Aedes] não vai atingir as suas famílias, que não vai chegar às suas casas, que é uma coisa da televisão, como se tivesse uma relação de distância com a sua realidade e a sua vida. A mobilização é para dizer que isso [o mosquito] é um problema de todos nós”, considerou.
Os militares vão distribuir cerca de quatro milhões de panfletos informativos sobre como eliminar os focos de proliferação do mosquito. A ação deve atingir cerca de três milhões de residências em todo o País.
“Nós levaremos à população folhetos com as medidas e ações que devem ser adotadas pelas pessoas e as famílias, dentro das suas casas”, disse. “Mobilizamos o efetivo das Forças Armadas para que todos [da sociedade] se mobilizem permanentemente”, indicou.
Segundo o ministro da Defesa, a escolha das cidades levou em consideração o alto índice de incidência das doenças relacionadas ao Aedes aegypti e a proximidade de efetivo das Forças Armadas. Ele lembrou que cerca de 60% dos nascedouros do mosquito estão nas residências e, por isso, é importante mobilizar a população no combate ao inseto.
“Não adianta o Poder Público limpar áreas públicas se não houver uma ação da população que remova os focos do mosquito de dentro das casas. Sem isso, essa campanha não será vitoriosa”, afirmou.
Cronograma
A mobilização é a segunda etapa do cronograma criado pelo Ministério da Defesa, que já promoveu a eliminação de focos do mosquito em unidades das Forças Armadas e órgãos públicos.
Em uma terceira etapa, o cronograma prevê a ação de militares em conjunto com agentes de saúde. Eles visitarão residências para eliminar nascedouros do mosquito entre os dias 15 e 18 de fevereiro. 
Já a quarta fase do plano da Defesa será desenvolvida em parceria com o Ministério da Educação, entre 19 de fevereiro e 4 de março, quando as escolas públicas serão visitadas por militares, em palestras aos estudantes sobre a necessidade de combater o Aedes aegypti.
Veja a lista completa de ministros que participarão da mobilização contra o Aedes aegypti no próximo sábado: 
  • Gilberto Occhi (Integração Nacional) – Aracaju (SE)
  • Valdir Simão (Planejamento) – Belém (PA)
  • Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário)  Belo Horizonte (MG)
  • Marcos Jorge de Lima (Secretário executivo do Ministério do Esporte) – Boa Vista (RR)
  • Alexandre Tombini (Banco Central) – Brasília (DF)
  • Aldo Rebelo (Defesa) – Campinas (SP)
  • George Hilton (Esporte) – Campo Grande (MS)
  • Carlos Higino (Controladoria-Geral da União) – Crato (CE)
  • Gilberto Kassab (Cidades) – Cuiabá (MT)
  • Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) – Curitiba (PR)
  • Guilherme Walter Ramalho (Aviação Civil) – Feira de Santana (BA)
  • Míriam Belchior (presidenta da Caixa) – Florianópolis (SC)
  • José Eduardo Cardozo (Justiça) – Fortaleza (CE)
  • Nelson Barbosa (Fazenda) – Goiânia (GO)
  • Henrique Eduardo Alves (Turismo) – João Pessoa (PB)
  • Gustavo do Vale (presidente da Infraero) – Macapá (AP)
  • Edinho da Silva (Secretaria de Comunicação Social) – Maceió (AL)
  • Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) – Manaus (AM)
  • Armando Monteiro (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) – Natal (RN)
  • Izabela Teixeira (Meio Ambiente) – Niterói (RJ)
  • Aloizio Mercadante (Educação) – Osasco (SP)
  • Miguel Rossetto (Trabalho e Previdência Social) – Palmas (TO)
  • Eduardo Braga (Minas e Energia) – Porto Alegre (RS)
  • Carlos Gabas (secretário especial da Previdência) – Porto Velho (RO)
  • Tereza Campello (Desenvolvimento Social) – Recife (PE)
  • Juca Ferreira (Cultura) – Rio Branco (AC)
  • Marcelo Castro (Saúde) – Salvador (BA)
  • Helder Barbalho (Portos) – Santos (SP)
  • Jaques Wagner (Casa Civil) – São Luís (MA)
  • Antonio Carlos Rodrigues (Transportes) – São Paulo (SP)
  • Nilma Lino Gomes (Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos) – Teresina (PI)
  • Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) – Vitória (ES)

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Defesa
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Lula é o boi de piranha do entreguismo.


Perseguição a Lula é o boi de piranha do entreguismo, por J. Carlos de Assis

Aliança pelo Brasil
Perseguição a Lula é o boi de piranha do entreguismo
por J. Carlos de Assis
O Brasil descarrilhou em fins de 2014 por conta de uma investigação de corrupção que se apoiou na independência do Judiciário para destruir todas as instituições brasileiras. Até o momento não reencontrou um novo rumo. Ao contrário, na obsessão de destruir Lula, o próprio Judiciário se destrói quando desencadeia uma operação gigantesca, envolvendo Promotoria Pública, Polícia Federal e imprensa para rastrear um barco de lata de R$ 4 mil e um apartamento de cuja compra o ex-Presidente desistiu depois de dar uma modesta entrada.
Se estivéssemos nos saudosos tempos de Stanislaw Ponte Preta essa investigação estapafúrdia, puro desbaratamento de dinheiro público por parte de um promotor vaidoso e desequilibrado, se  diria que estávamos entrando no “perigoso terreno da galhofa”. Claro, não é isso. O medo da volta de Lula ao PT ronda as cabeças das elites dirigentes, não tanto das classes dominantes. Estas se deram bem com Lula. Já as elites dirigentes não. Elas não querem correr o risco de ficar por mais um mandato, ou dois, fora das bocas do poder estatal.
A expectativa das elites sobre um novo mandato de Lula é equívoca. Seja por razões de saúde, seja por razões políticas, ele dificilmente voltará ao poder. O PT está desgastado – como todos os demais partidos. Vai-se desgastar mais ainda se a política econômica não mudar. Enfrentaremos, em futuro próximo, hordas de desempregados, e teremos uma contração da economia calculada pelo FMI em 3,5% este ano, depois de quase 5% no a no ano passado. Querendo ou não, a candidatura Lula representará fracasso na economia.   
Será que as elites dirigentes, principalmente a classe média, não sabe disso? Por quê o nervosismo com a eventual disputa de Lula em 2018? Só há uma razão: assim como as classes dominantes, as elites brasileiras fora do poder não tem projeto de Nação. Não tem sequer um programa econômico alternativo. Destruir Lula é um objetivo em si. É um caminho para a recuperação do poder federal ao estilo de Fernando Henrique Cardoso, que leiloou por ninharia a base produtiva estatal brasileira distribuindo os pedaços entre amigos.
A destruição de Lula é, nesse contexto, uma espécie de boi de piranha que se tenta usar para completar a dilapidação do Estado brasileiro. Enquanto a sociedade acompanha, a favor ou contra, as trapaças dos promotores para “apanhar” Lula, tenta-se passar a boiada da entrega do pré-sal, da destruição das restantes estatais, do sistema previdenciário, do sistema de vinculação de receitas orçamentárias aos serviços públicos de saúde e de educação, da infame proposta de banco central independente.
Estão equivocados os que acham que tudo isso é fruto de entreguismo no sentido político, ou seja, concessão de vantagens aos estrangeiros por motivos ideológicos. Nada disso. Rola uma grana pesada para cada iniciativa dessa. E os “comandantes” do Congresso que estão se locupletando com essas propostas indecentes não são nada diferentes de Eduardo Cunha, a expressão máxima de aviltamento do Legislativo. Daí nossa esperança numa rebelião do baixo clero, que não tem como participar dessa farra e acaba carregando o ônus moral.
A Aliança pelo Brasil vai apostar na parte sã do Congresso para estruturar uma alternativa econômica a curto prazo para o país. Temos inicialmente um duplo objetivo: garantir a estabilidade política (contra o impeachment) e propor uma nova política econômica, em termos concretos, de forma a resgatar a economia brasileira. É nossa intenção operar no nível suprapartidário e supra-ideológico, para facilitar o trânsito de iniciativas efetivas que atendam ao interesse inequívoco da sociedade, com o necessário apoio de um bloco parlamentar suprapartidário forte.
J. Carlos de Assis - Economista, doutor pela Coppe/UFRJ, autor de “Os sete mandamentos do jornalismo investigativo”, Ed. Textonovo, SP, 2015.
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